Fora de Casa

Click for Vancouver, British Columbia Forecast archives


Thursday, May 27, 2010

 
Pra quem ainda não entendeu ainda sobre o meu sonho de morar na Europa!


::: menina ::: 3:56 PM Comments:

 
Fui até Maresias, já volto!

Maresias sempre foi uma praia de passagem pra mim, nunca parei de verdade para curtir e desde dezembro do ano passado, quando estive no Guarujá com D que não botava meus pezinhos na areia, precisava tanto que fiz a reserva no HI e fui. Reservei um quarto privativo pois fui com F. O quarta era bem simples porém ok. Sem luxo. O grande problema é que o HI fica atrás do Sirena e de frente para o point dos bares de Maresias, dormir nem pensar!!! Acordei um caco, cedo para tomar café e aproveitar a praia. Uma gripe daquelas que há muito eu não pegava. Foi um fds meio tenso, esquisito. Mas pude recobrar as energias, da areia, do mar, da praia, do sol, da estrada.

Obrigada meu Deus!
::: menina ::: 3:55 PM Comments:

 
Disney, the world of dreams

Nunca fui fascinada em conhecer a Disney, porém lógico que se tivesse a oportunidade não ia deixar de aproveitar e tive. Em março desse ano.

De New York fui direto para Orlando, ficar hospedada na casa do meu amigo brasileiro E. Já no aeroporto (perdida como sempre) pude ver que ali tudo é sobre a Disney, tudo mesmo! Minha bagagem demorou demais para vir e quando veio eu mal conseguia carregar de tão pesada que tava, havia comprado coisas para todos e quase nada para mim e geralmente detesto fazer isso, anyway.

E me ligou milhões de vezes do lado de fora do aeroporto, eu tinha que esperar a minha mala. A mala veio e já era quase 1 da manhã, eu estava exausta. Dei um longo abraço e conheci Valentina, sua shiaua (é assim que escreve)? Muitas histórias no meio do caminho e eu só pensava em banho e cama.


Segunda, 1º dia na terra do Tio Sam

Acordei por volta de 9hs com a chuva na janela, voltei a deitar. E levantou e disse, vai parar de chover, aí a gente vai, dorme mais um pouco. Eu disse Amém meu Deus! Dormi até umas 10:30 e não é que a chuva parou mesmo e abriu aquele dia lindo de sol.

Rumo ao Magic Kindgon. USD 84 para entrar no parque, apenas um dia. O escorpião que raramente habita meu bolso me mordeu. KCT que caro. R$ 160 reais para andar em brinquedo de criança??? Ok, estamos aqui mesmo, vou deixar de ser muquirana por um dia.

Eu mais me diverti fotografando do que andando nos brinquedos. Mas a Space Mountain.... meu amigo, é pura diversão. Uma montanha russa no escuro, todas as sensações passam por você. Com exceção disso me senti no Hopi Hari, de verdade. Só fez valer a pena pelas paradas que vi, aliás, vi todas! Mas a última que é no escuro foi sensacional, arrepiou e até me emocionei ao lembrar da infância quando eu adorava os desenhos do Pateta (era meu personagem preferido), pato donalds, os ratinhos, bela adormecida, pinóquio, entre tantos outros. Eu sei que é tudo de mentirinha, mas é feito de um jeito que encanta qualquer ser humano. É simplesmente incrível.


Terça, dia de compras | A primeira vez a gente nunca esquece

No dia seguinte fomos para os outlets, não comprei muita coisa e até me arrependi de ter sido tão econômica na Vitória Secrets, my God!

Depois de tantos passeios, eu E e M, com a Valentina, fomos todos no restaurante onde E trabalha e deveríamos voltar com o carro. Um Cadillac branco lindo com bancos de couro e GPS falando em inglês. E se despediu e deu a chave na minha mão passando as instruções de como dirigir um carro automático (coisa que nunca na vida havia feito). Eu com os olhos arregalados perguntei, como ?????????? Não é o M que vai dirigir? Ele respondeu que M não tinha carteira pois havia sido pego bêbado dirigingo. Dio mio! Que cilada.

Situação esquisitíma dirigir um carro sem cambio manual, mas depois que peguei o jeito foi uma delícia, quero um!

A noite, fomos na Rain, uma balada GLS, que só tinha homem com homem e os garçons de sunguinha cheia de dólar e gravatinha borboleta, carregando bandejas. Uma piada. Um até se engraçou para dançar comigo. E e M se animaram e falaram, passa a mão, passa a mão.

M é americano, de Chicago e super fofo, adorei conhecê-lo. Além dele ser super gentil em me ceder a sala para eu dormir cinco noites.

Em resumo Orlando foi para me divertir, descansar, comprar e curtir o meu amigo E. Pude usar meu novo Mac, minha nova câmera e até meu novo Ipod! Ihhh to metida pra burro!

Adorei minha estada aqui, achei que eu fui super bem recebida, ao contrário de outros lugares, E ficou tão feliz que eu fui que não sabia que fazer para me agradar. Na despedida quase choramos.

Quero voltar!

::: menina ::: 3:51 PM Comments:


Wednesday, May 26, 2010

 
International once a yer | New York and Orlando, US

Costumo dizer que minha adoração pela língua inglesa tem dois momentos: BC and AC. Isso mesmo, RS. Before Canadá and After Canadá. Eu decidi ainda em 2006 que precisava viajar e fazer um intercâmbio, afinal estava estudando aqui há dois anos e não estava mais absorvendo nada do curso, mesmo sendo dupla ou trio na Berlitz, que ao meu ver é uma escola muito boa, mas foca pouco a parte gramatical.

De lá pra cá meu interesse pela língua inglesa melhorou muito, de fato pude conviver de perto com tudo aquilo que precisava, morei numa casa de família com descendentes italianos, porém que falavam inglês. E de lá pra cá resolvi que pelo menos uma viagem por ano eu deveria fazer, internacional eu quero dizer. Mas sabe que já estou achando que é pouco, RS.

Em 31 de dezembro de 2006 parti sozinha para Vancouver no Canadá, com conexão pavorosa em Toronto. Voltei no dia 01 de fevereiro de 2007 morrendo de saudades da comidinha da minha mãe.

Em abril de 2008 fui para a Argentina com o meu namorado, somente para conhecer Buenos Aires e visitar a empresa que trabalho e as pessoas que falo diariamente por telefone. Nada de mais, confesso que não foi amor à primeira vista e preciso voltar para tirar a má impressão. Odiei a comida. Fiquei num Hostel chamado Avenue na Avenida de Mayo, me senti dentro da máfia italiana. Um horror. Depois me mudei para o HI na rua de trás, bem melhor, mas muito baladeiro.

Em 10 de junho de 2009 coloquei a minha mochila nas costas, sozinha e parti rumo à Europa, passei por cinco países, dentre eles onze cidades. As cidades que mais gostei foram Amsterdam pelo seu estilo de vida e educação das pessoas, a facilidade de ir e vir, Firenze não sei explicar, talvez a delicadeza em si e Londres por ser uma grande metrópole e um mix de várias culturas. Roma também tem lá seu charme, o contraste do novo com o velho chama a atenção de qualquer turista. Mas achei os atendentes dos restaurantes bem mal educados.

Eis que no início desse ano resolvi ir para os Estados Unidos, desta vez, não meramente à passeio ou férias, mas principalmente para renovar meu equipamento fotográfico digital. Decidi migrar de marca. Para quem não conhece a loja BH Photo no coração de Manhattan, na 42st em Nova York é o paraíso das compras dos eletrônicos. Mas o imposto é bem salgado. Se você tem algum amigo que mora lá, compre pela internet e peça para entregar na casa dele, geralmente o imposto é isento nesse caso, eu não fiz isso com medo de não chegar a tempo e me arrependi amargamente. Gastei uma grana de imposto lá, dpois uma grana de IOF e sem contar o trabalho de ficar carregando tudo ao sair da loja, pq sim, comprei para mim, para o namorado e para um amigo. Eu e a F parecíamos burros de carga saindo da BH, todo mundo nos olhava como ET´s. Mas Deus foi bom e nos protegeu de qualquer violência ou assalto. Só me dei conta disso depois que cheguei no hotel.

Nova York é uma cidade incrível, literalmente não dorme, há tudo para se fazer lá, mas os nativos são bem impacientes, não gostam de repetir algo se você não entendeu e ficam bravos quando você vacila na fila, por exemplo, e demora a pagar. Tempo e dinheiro é prioridade e eles não dão à mínima para o bom atendimento e simpatia. Fogo!

Fiquei cinco dias naquela cidade maravilhosa, pude também visitar o escritório da empresa que trabalho e visitar uma das secretárias de lá, aliás ela é de Porto Rico e foi transferida, que sortuda heim!

A viagem

Minha amiga D fez questão de ir comigo até Guarulhos, ela ama aeroportos, mas odeia voar, vai entender! Lá minha prima A que trabalha no checkin da AA me atendeu com todo o carinho e direitos que só uma prima tem.  Antes disso já comecei a ficar intrigada com a mocinha da segurança, me enchendo de perguntas antes mesmo do checkin. A D me imitando chega a ser hilário. Merecia um vídeo isso. Quem sabe na próxima. Para a nossa diversão ser completa, encontramos L, uma amiga em comum que fez um curso de teatro conosco anos atrás, ela hoje mora fora do Brasil e estava em GRU por conta de uma conexão para o nordeste a trabalho. Nos divertimos, foi bacana!

Viajei a noite inteira num assento que não me pertencia, lá atrás, bem no meio, ao lado de um cara que dormiu o vôo inteiro com a TV ligada e não me permitia fazer xixi, pois a minha janelinha fora roubada por um judeu gordo, fedido e mal educado (eu não sou racista, nem preconceituosa), mas o cara se achou o dono dos dois assentos e estava tentando me manipular. Bom, entre viajar nas condições citadas acima e ou ao lado dele, optei pela primeira opção. Em troca, depois da minha reclamação, ganhei até um nécessaire da primeira classe. Como se isso pagasse pela minha insatisfação. Cias aéreas são todas iguais. Obrigada American Air lines.

Ao desembarcar foi para a imigração e tudo corre tudo lindo e simples, porém um tanto demorado. Na saída dou de cara com o motorista que contratei o Jamil, um brasileiro que mora lá já há uns vinte anos. Gente boa! Embora um pouco atrapalhado com os turistas e seus destinos.

Chego no travel Inn, hotel onde estavam hospedados F e F, apenas para deixar minha mala, pois o HI o checkin seria apenas às 16hs. Tarde para xuxu. Tomei banho e fui passear. A F é uma nova amiga que conheci pelo site dos Mochileiros e acho que vai ficar para a vida toda, é mineira e super fofa. Dois dias depois ela foi para o Radisson e assim pudemos ficar juntas no mesmo quarto, foi divertido.

Passei um mega frio no primeiro dia, vento gelado no rosto. Visitamos a estátua da Liberdade de dentro do trenzinho, depois o memorial do World Trade Center, é de deprimir qualquer um (e ainda não entendi, depois de quase dez anos porque aquele buraco continua daquele jeito ainda, porque não reconstruíram??)

Mas, sempre tem um mas... Antes de dormir procurei como uma infeliz o meu celular e não achei. No dia seguinte tive a certeza que havia esquecido no balcão do bar onde comprei uns salgadinhos na balsa para a estátua. Votlei lá e nada! Droga! Prejú total!


Segundo dia, quinta

Resolvi sair sozinha e ver as minhas compras de equipo. Encontro E, meu amigo brasileiro e professor de fotografia aqui em São Paulo muitos anos atrás. E trabalha na BH e pode me dar um help e dicas. Pena que o principal que precisava não estava disponível para venda lá e ele me indicou a Adorama. Também loja de judeus na 18th. Deu pra imaginar o quanto eu andei NE?

Saindo de lá fui atrás de uma Best Buy para comprar o tal do telefone pré-pago que a F comentou. USD 20 era possível falar a vontade com números locais e eu ia precisar de qualquer jeito para me comunicar com ela, com motorista, hotel, etc.

Anyway. Encontramos-nos a noite, fomos para o Soho num bar chamado Pit, os donos são italianos e super gente boa. Pedi um lanche na ciabatta com almôndegas. E ele me olhou assustado, o dono. Realmente depois entendi pq, o lanche era gigante e eu não agüentei comer tudo. Estreiei minha câmera nova e fui dormir toda feliz.


Terceiro dia, sexta

Estávamos somente eu e F e deu para fazer os nossos programas com mais calma, a primeira pedida foi conhecer o escritório que trabalho e de quebra subir até o topo do Empire State VIP. Gente chique é outra coisa! Nós nos dedicamos às compras quase durante todo o dia, mas antes fomos ao Museu (qual mesmo, gente esqueci o nome).

Quarto dia, sábado

Eu e F queríamos muito ir para uma balada, mas o máximo que a gente conseguiu fazer, depois de tanto andar, dores nas pernas e um red Bull que realmente nos deu asas, foi ir no Hard Rock Café. Pedimos um prato de batatas delicioso!!!! E não foi caro. De lá seguimos a dica da garçonete rumo a uma balada. Só que o metrô que a gente pegou era sinistro e começamos a ficar com medo das criaturas que a gente se deparava a cada 10 metros que a caminhávamos. Para começar pegamos o lado errado, a linha expressa nos deixou numa estação para frente e teríamos que voltar. O problema é que na madruga, os trens demoram demais para passar. Mas a vantagem é que tem trem, o metrô funciona 24hs por dia em NY. Maravilha NE.

Antes disso fomos até a Apple e desta vez eu não passei vontade, comprei meu Mac Pró e meu iPod touch. Deixamos as coisas no hotel e voltamos para bater perna.

Nem conseguimos matar a vontade de entrar no Central Park, tínhamos pouquíssimo tempo e deu um dó que só.


Domingo, último dia!

Reservei a manhã para finalizar as pendências na BH, coisas para o F, para o E e para mim. Seria trágico se não fosse cômico. Comprei uma maletinha linda lá da Lower Pró. Nessa correria toda, ainda tinha que fechar as malas, embora meu vôo fosse somente Às 21hs eu estava com toda a tralha espalhada, F me ajudou. Fiquei com medo do transfer não vir, contratei um carro da Airlink por 20 dólares. Veio uma van só pra mim com um motorista de Bangladesh. No final ele disse você não vai me pagar propinas? Que mico, disse claro, aí ele disse que não precisava. Jurava que o valor estava embutido, mas lá tem esse problema, o imposto é a parte. Problema por um lado e vantagem pelo outro, pois você sabe o que está pagando de imposto não é?

Nessa correria toda a F precisa que eu vá com ela comprar uma raquete especial para seu filhote, e lá vou eu toda esbaforida. F não fala inglês e eu fui sua guia durante toda a viagem. Mesmo com meu inglês macarrônico.

Sigo para o aeroporto de Laguardia, rumo à Orlando, morrendo de medo de passar o limite da minha bagagem, peso e passa, abro a mala e começo a tirar os tripés de E. Chinguei muito ele, mas depois na hora do check in me fiz de louca, nessas horas, a gente não fala nada de inglês, nada! RS.

Comprei uma água, pois suava em bicas de nervoso e fiquei esperando o avião... Comprei com a JetBlue, havia espaço entre as poltronas, mas o serviço parecia caseiro, muito demorado. Eu estava tão nervosa que não consegui relaxar um minuto sequer. Fogo!

O Vôo atrasou, a bagagem atrasou e me perdi dentro do aeroporto de Orlando. Mas isso fica para um próximo post. Tem muitas histórias engraçadas para contar ainda. Até lá.

::: menina ::: 2:38 PM Comments:


Tuesday, May 25, 2010

 
Meu roteiro final

Esqueci de comentar no post anterior, que meu roteiro mudou desde o mapa que eu postei por aqui.

Amsterdam - 4 dias
Paris - 3 dias
Roma - 4 dias
Siena - 2 dias
Firenze - 1 dia
Cairo Montenotte - 2 dias
Genova - 1 tarde
Milão - 1 dia e meio
Barcelona - 4 dias
Londres - 11 dias.

O que eu mais gostei?

O estilo de vida dos holandeses, a hospitalidade de um amigo, o charme da cidade, da pompa da torre eiffel e os lencinhos baratos que não comprei de monte, o contraste entre o novo e o velho em Roma, as contradas em Siena, o melhor sorvete do mundo em Firenze, a expectativa (mesmo frustrada) em encontrar caras amigas, em Gênova, fico me perguntando o que gostei, acho que nada, muitos becos e só me lembro da chamada telefônica chorando para o Brasil (outra história). Milão, da hospitalidade do Andrea, meu novo amigo italiano de Nápole e o jogo do Brasil em frente ao Duomo. O topless na areia e as baladas com as quatro australianas, a arquitetura, a arte, o parque Guel... Londres? Tão difícil resumir! Compras baratas, amigos brasileiros, metrô, parques, museus de graça. Nossa, muita coisa!



Se eu puder deixar um conselho, eu apenas digo, VIAJE, é a única coisa que você pode levar pelo resto da vida, sensação e momentos. Não tenho medo de não conseguir se comunicar, estude, se interesse por línguas, culturas e pessoas. Você é bom o suficiente, basta acreditar!

::: menina ::: 3:33 PM Comments:

 
Quinta em Londres
[texto escrito em 3 de julho de 2009]

Londres é Londres e desde que me conheço por gente tinha vontade de conhecer a cidade cinza. Mas também ouvia histórias de “terrorismo” durante a imigração.

Eis que estou aqui, dez meses depois da minha chegada em Londres para contar como foi. Gente, eu sei que estou muito atrasada, mas esta vida maluca não nos permite certos luxos às vezes.

Vou narrar no presente, porque desta forma posso colar do meu bloquinho de anotações! Quinta-feira, sai do Hostel HI em Barcelona, com a mochila pesando 17 kg (pulou de 10 para 17 por conta da liquidação na H&M – loja com preços bem competitivos e peças lindas, comprei por toda a Europa, inciando em Amsterdam, o berço da H&M). Fui em busca do trenzinho que me levaria para o aeroporto. Dentro do trem conheci dois portugueses (de Portugal, claro).

Chego no Aeroporto, e começa o terroristo de sempre, joga água fora, tira sapato, revista, etc. Voei de BA, serviço ótimo e eles são muito pontuais. Adoro isso! Chego em Londres já é noite, porém ainda é dia. Tem vinte dias que estou viajando dentro da Europa, com exceção em Amsterdam, que foi país de entrada não precisei fazer imigração na França, nem na Itália e muito menos na Espanha, porém em Londres... Bom, Londres é outra história! Ao descer, já sou questionada se tenho o tal formulário. Que formulário perguntei? O de não cidadão a mocinha me responde. Obrigada por me lembrar que não tenho o tal do passaporte europeu. Saco! Me dirigi ao guichê dos não cidadão e borá lá a responder milhões de perguntas, em inglês que fique bem claro, ao mocinho sério da imigração. Milhões mesmo de perguntas, já estava tremendo as pernas achando que não podia entrar. Se tudo isso durou 5 minutos eu não sei, mas pra mim foi uma eternidade. Sai de lá, sem ar. Ao final, ele cavalheiro me disse. Olha só, só estou fazendo esse monte de perguntas pois é a primeira vez que você está vindo para a Inglaterra e sorriu me desejando boa viagem! Ufa.

São 18hs. Comprei passagens uns dias antes pela internet com a Easy Jet para um mini-bus que sai do Gatwick Airport até a estação Fullan. Custou umas 7 libras. Pechinca. Dica da Mi. Pois bem, a viagem dura em média uma hora. Desço do bus e encontro a Mi me esperando no ponto. Foi uma felicidade tão grande ver a minha amiga que hã tantos anos não via. Ela estava tão diferente, tão londrina, tão linda!!! Fomos direto para o metrô, comprar o Oyster semanal, afinal eu ficaria 11 dias lá e valeria mais a pena. Ela comprou, se comunicou e me ajudou em tudo que precisei.


Mica mora numa dessas casinhas que a gente vê nos filmes britânicos, claro que amei tudo, a casa e a recepção das meninas brasileiras que mora com ela. Ah tem o Vitor também, primo de uma delas.


Sexta para comprar.

A Mi disse, não sou boa guia turística, então vou te levar pra conhecer a melhor loja de Londres. Primark. Que perdição! Meninas e meninos, é de enlouquecer. Tem peças muito baratas, a partir de centavos. Sem contar que dá pra equipar sua casa lá, com acessórios, não com móveis, que fique bem claro.

Sábado com Vodafone

Saí sozinha para encontrar o Luca, um italiano muito gente boa que me empretou uma lente (a minha quebrou em Paris). Depois disso fui até uma loja da Vodafone e comprei um chip, desses que você tem 300 minutos para ligações locais e 200 torpedos. Meu celular era desbloqueado e pude falar a vontade. Se soubesse teria feito isso antes. Gastei R$ 500 de conta para usar super pouco o meu TIM do Brasil. Saindo de lá fui encontrar o A, amigo brasileiro e fotógrafo, que estava fotografando a Parada Gay. Tenho até uma foto com um travecão! De lá fomos para Camdem Towm, que lugar mais charmoso. Passei rápido em frente a London Eye, que coisa gigante. Parlamento, Big Bem. Todos aqueles lugares que eu só conhecia através de imagens. Um sono.

A noite fomos dançar salsa, fomo não, eu fui. Sr. A, foi fotografar a balada, mesmo assim deu umas requebradas por lá 


Domingo é dia de churrasco

Passei a tarde na casa de uns amigos das meninas, na zona 5, bem próximo ao aeroporto. De lá fui para um lugar chamado Guanabara, brasileiro para variar. Dançar forró, acreditem, eu dancei forró em Londres! RS.


Segunda, dia típico para visitar museus, quando se é turista, claro!

Portrait National Gallery, National Gallery, Natural History Museum, Science Museum. Ufa, haja perna. E ainda fui fazer compritchas no Mercado Tesco. Parece que só tem esse mercado lá. A noite não quis sair, fiquei com as meninas assistindo August Rush. Em português chama-se o Som do coração.


Terça, pausa para descanso.

Me dei o privilégio de acordar tarde em Londres. Ok. Eu sei que custa caro dormir em libras e deveria estar aproveitando ao máximo, mas meu corpo, afe, esse já não sabia mais o que era mais do que seis horas de sono há quase um mês! Hoje saí de casa e fui andar sozinha. Visitei o British Museum, um dos maiores do mundo. Selecionei algumas partes, porque a essa altura do campeonato, to cheia de tanto andar em museu. E olha que eu adoro eim! Saindo de lá, passei para visitar a Saint Paul Church, Starbucks na frente e o Tate Modern. CASA socorro, minhas pernas já não agüentam mais e quem foi o infeliz que falou que Timberland é confortável para andar???? Antes tivesse usado meu Adidas novo de caminhada.

Outra vez sessão cineminha em casa com as meninas. Assistimos um filme muito triste. O menino do pijama listrado. Conta a história de um menino, filho de um general, na época da ditadura, dos campos de concentração. Sua ingenuidade o leva à morte, por engano. É vergonhoso eu falar isso, mas estou cheia de gases. Dio santo. Ta, mais vergonhoso é a Mi arrotando, tão bonitinha e tão porquinha. RS.

Esta cidade é de desanimar qualquer turista quando chove e faz frio. Sério mesmo. E ainda não sei como penso em vir morar aqui. Dor de cabeça. Mas o arroz de feijão, que delícia. Vou pra cama satisfeita.

Não sei por que não escrevi de quarta a quinta, e um anos depois quase não lembro o que aconteceu claro.


Sexta em Oxford

A cidade é um charme, toda cheia de gente jovem, estudantes para todos os lados. Ahhh, fomos visitar a escola onde foram gravadas as cenas de Harry Potter e por ingenuidade minha e de A. acabamos por assistir uma cerimônia fechada de graduação da escola de meninos. Foi lindo ver. Mas ao sair, uma senhora quase nos prende, RS.


Sábado em Notthing Hill, até que enfim.

Lembra do filme, um lugar chamado Notting Hill. Então, não deu pra ver direito os detalhes do lugar, porque sábado é dia da feirinha de artesanatos por lá, feirinha é até ofensa, a feira é gigante e tem de tudo, cruza quadras e quadras. Mas foi possível fotografar a livraria, ainda de fachada azul que aparece no filme 

Ah, antes disso eu levantei cedo para ir ver a troca da guarda, cedo não NE, cheguei lá em cima da hora e fiquei de longe com a minha super tele tentando registrar tudo. Pena que não pude ver a cerimônia dentro do portão.

Fui comprar os ingressos para ir na London Eye e Madame Toussad, mas um complô contra mim me impediu, o tempo fechou e não tive coragem de subir na roda gigante, gigante mesmo.

Fui embora. Frustrada. Mas os tickets são válidos por um tempo, então que amanhã como é meu último dia ainda dá para aproveitar.


Sunday, the last day

Acordei triste, triste mesmo. Com um peso no coração e sem vontade de ir embora. O S. me pediu para comprar umas coisas pra ele do outro lado da cidade, mega role, domingo tem algumas linhas do Tube (metrô) que não funcionam, aí já viu. Fui e voltei, levei umas 3 horas. Deixei as coisas e segui para LEye e MToussads. A. mudou de idéia e resolveu ir comigo. Feliz, feliz. Bem que E. disse, o museu de cera não tem nada demais e até me arrependi de gastar minhas 20 libras lá. Caro NE! Exausta. Vou pra casa arrumar a mala. Pois amanhã meu vôo parte de Londres às 6h30 da matina.

Segunda-feira

A M. tinha ido viajar para a Espanha e chegou de madrugada, eu acordei às 3h30 para poder ir para o aeroporto, contratei um carro que me levou muito rápido e graças a Mi ele me cobrou só 15 libras (puderas, a Mi mora ao lado de Heatrow Airport NE). Fiquei um tempão na fila da KLM esperando abrir o check in. Bem que o portuga podia estar trabalhando hoje NE. Aliás ontem ele me mandou umas msgs muito bonitinhas no celular. Fofo. Despacho tudo e sigo para o Refound taxes. Que aliás, só abre às 5:30 da matina. Apresentei a nota da compra da jaqueta do S. e o cara foi super grosso. Disse que eu teria que mostrar a compra. Ou seja, necas de bitibiritas que eu consegui meu rico dinheirinho de volta. Ah, saudades do Canadá viu! Embarco sonolenta, mando msgs para a M e para o A. Vou sentir muitas saudades desse lugar mágico, cheio de amigos, lojas e onde a vida é mais decente.

Desembarco em Amsterdam, por um momento pensei que ali podia ser meu destino final, gostei tanto de AMS quanto de LON, sério mesmo. Chego em São Paulo por volta de 17hs exausta, para a vida real! Mas cheia de histórias, trago a mala cheia de sonhos, esperanças, histórias, postais e presentes.

Esse mochilão mudou a minha vida, eu precisa partir, seguir e voltar, sozinha, foi importante para o meu crescimento.

Até a próxima!
[texto finalizado em 13 de julho de 2009]
::: menina ::: 3:21 PM Comments:


Tuesday, January 26, 2010

 
San Gimigniano

Cidade lindíssima! Totalmente medieval, pequena, daquelas que um deve saber da vida do outro saca? Logo na entrada uma cobra no meio do caminho, caiu do alto da porta que cerca a cidade, no chão cheio de folhas secas, fez se um barulho assustou e depois que entendi o que era, gritei de pavor, a cobra se assustou com meu grito e também saiu correndo, passado o susto, Paola e eu rimos a vontade.

San Gimigniano tem o melhor sorvete do mundo! Sem mentira nenhuma, eu até repeti. Que saudades! Ficamos pouco na cidade, voltamos cedo para Siena, pois queria conhecer o Duomo que fecha às 17hs.


Siena

Paramos num bar que serve aperitivo depois das 19hs, depois supermercado, compro um hidratante Nívea por menos de 5 euros, inacreditável! Um litro de leite custa 0,50 de euro. Carol e Paola são duas fofas, me acompanharam até a rodoviária e sigo viagem.


Quarta-feira, Firenze

Descobri que motoristas não gostam de dar informações. Trânsito. Não sei se viveria por aqui, mesmo a cidade sendo bem charmosinha. Ônibus por aqui custa 1,20 euros e uma echarpe 12. Achei fácil o Plus Camping que reservei achando que era hostel e era camping, aliás, muito bem organizado, 12 euros a diária sem café da manhã. Só pra dormir mesmo, porém durante o dia muito calor e a noite um gelo, três camas numa tenda de lona. Puderas. Está incluso apenas roupa de cama e há um supermercado dentro do camping, porém tudo muito caro. Tinha uma japinha no ônibus que me ajudou a descer no ponto certo. A internet por 1h custa 3 euros e é horrível. Esse camping fica localizado na parte mais alta da cidade, porém a Praça de Michelangelo estava interditada por ser feriado de San Giovani, ou seja, não pude apreciar a vista mais bonita da cidade.

A noite chega e aprecio o show de fogos, “Fireworks”. O espetáculo de luzes no céu mais bonito que vi em toda a minha vida.

Após uma noite gelada e um certo medo de dormir embaixo daquela frágil lona, acordei cedo e segui viagem.

Quinta-feira, Pisa

De fato a torre é realmente torta, mais nada. Nada pra fazer na cidade, nada mesmo. Custam 15 euros para subir, porém pra quem chegara da Torre Eiffel, subir na torre de Pisa não tinha a menor graça, então que fiquei do chão mesmo só apreciando. Um prato com frango e batata custou 7 euros.

Na estação de trem, esperando o atrasado trem. Ao contrário de Siena, não recebi muitas informações de como chegar a Cairo Montenotte, minha próxima parada e sinto-me bem apreensiva por conta disso. Se não tiver ônibus terei que dormir em Savona.

A água vazou na minha mochila de mão e “alagou” tudo por lá!

Cairo Montenotte

Cheguei a Savona depois de muitas horas sentada em um trem que nunca chegava a lugar nenhum, meu Deus! Sai correndo para o ponto de ônibus com medo de perder o último horário. Não passei pelo Tabachii. Na Itália é normal você comprar seu bilhete de transporte público nos Tabacchis, além de pagar mais barato é mais cômodo não ter o motorista te olhando feio.

Claro que o motorista torceu o nariz quando eu pedi para comprar o bilhete. Total sensação de desamparo. Não sabia onde descer ou o que fazer.

Uma italiana muito engraçada me ajudou a chegar a tal Piazza de La Victória, porém, ela não falava nada de inglês e eu nada de italiano então tente imaginar nossa comunicação somente a base de gestos. Bizarro!

Em seguida DB chegaram, ficamos parados na praça conversando por um tempo e logo seguimos para o gracioso apartamento deles, como era tarde, apenas tomei banho e B preparou um delicioso jantar. D planejou uma viagem para Milésimo e terei que acordar às 7hs. Haja disposição, borá lá.

Milésimos

B preparou um lanche gostoso para nós. A cena das crianças me assustou um pouco, pois B tentava filmar uma escolinha e a diretora saiu brigando com ele e eu tentando apaziguar a situação. Na Itália é crime fotografar menores. Acho que a cena do mercado e das passagens também me chocou, mas isso eu prefiro não comentar.

De volta a Cairo Montenotte, nada pra fazer na cidade. Lavei roupas e dormi. Só. À noite D comenta que havia programado ir para Gênova no sábado pela manhã e que teríamos novamente que acordar bem cedo... Por ser longe resolvi ir de mala e cuia.

Gênova

Deixei minha bagagem na estação de trem para poder passear durante o dia. Mal cheguei e um mal estar tomou conta de nós, de novo, prefiro não comentar. Agora eu tinha que descobrir um lugar para ficar em Milão, o Emy Hotel, comprei a passagem imediatamente, porém só para as 17h45minhs. Dei uma volta na cidade, cheia de becos marrons, comprei duas lindas echarpes e segui viagem.

Devia ter feito reserva com antecedência, sei que vacilei, estou de mau humor e não dá pra sorrir sempre!!! Por vezes no meio de uma viagem longa a gente só espera ser recebido de braços abertos e um largo sorriso no rosto, para entender que fomos acolhidos, como em nossa terra, mas nem sempre é assim. Quando somos tratados com indiferença isso pesa. Cortesia e gentileza são pequenos gestos que fazem muita diferença. Ir para Gênova não estava nos meus planos. Estava rolando a Parada Gay lá e fiz pouquíssimas fotos, como não levei laptop ficou difícil enviar material para agencias. Outra coisa que não dá pra viajar sem e contar com a bondade alheia. É o laptop.

A internet de Gênova era péssima. Mas achei um Hostel em Milão pra ficar.

Faz um calor em Gênova que mal dá pra respirar, a Itália toda no verão é muito quente, mas é um calor diferente do Brasil, é abafado, o bafo vem do chão do asfalto, terrível. Resolvi passear pela cidade, cheia de gays por conta do evento. Descobri que, quando se tem um mapa na mão, mesmo que você não conhece o lugar, você não precisa de muita coisa mais.

As ruas de Gênova são muito estreitas, do tipo que se você abrir seus dois braços esticados conseguirá tocar ambas as paredes e por um momento eu senti medo, parecia que estava sendo seguida. Caminhei rápido, assustada.

Milão

Cheguei a Milão às 19h40min e aconteceu uma cena bastante curiosa que começou ainda dentro do trem. Anjos existem! Dentro do trem havia uma italiana aparentando uns 35 anos, bonita e bem cuidada, Tereza, acompanhada de sua filha Sofia de 7 anos. Elas não falavam nada de inglês, mas conseguimos nos comunicar na medida do possível, ela até me presenteou com uma caneta simples da Armani. Ao descer ela encontrou com seu marido Francisco que não via há duas semanas. Eles formam um belo casal. Ele trabalha na Boggio. Então que me ofereceram carona de carro até a porta do hotel. Acreditem!! Enquanto uns não te ajudam a carregar a mala de mão, outros carregam toda a sua bagagem e ainda agradecem e sorriem por isso. Disseram que eu era uma ótima Cia.

Tenho o telefone e endereço e sei que preciso escrever para agradecer. Eles me ofereceram ajuda caso precisasse. É nessas horas que é preciso acreditar que as pessoas são boas.

O hotel não é lá essas coisas, fica num bairro residencial, meio apagado a noite. Quatro camas, atendimento ruim. Não aceitam cartão. Um casal da Inglaterra, um rapaz de Michigam, 19 anos, (que não entendo o que fala, mas mostrou-se preocupado se estou com fome). O casal elogia meu inglês. Não há nada de bar ou lanchonete aqui no hotel, sinto fome de verdade. Porém vou dormir. Tive um dia longo, cheio de pulos. Sábado à noite em Milão e eu aqui, dormindo.

Dormir em Hostel tem dessas coisas, você divide o quarto com surpresas, pois não sabe se o colega ronca a noite. E meu amigo britânico roncou demais. A janela aberta deixava entrar um vento frio na madrugada, levantei algumas vezes durante a noite e o colchão de mola sobressalente nas minhas costelas denunciava meu ato. Acordei as 5h30 da manhã com meu “roomate” arrumando suas malas para partir. Acordei muitas outras vezes antes do relógio despertar. Às 08h30min a Sara, recepcionista entra no quarto para avisar que o café estava servido. Troquei-me sem banho mesmo e desci (tomar banho é pura arte na Europa). O local do café era no piso térreo do lado de fora do Hostel. O barman me atende mal humorado e a Sara aparece para me salvar. Leite com gosto de velho e pouquíssimo chocolate em pó, croissant com geléia e um suco em pó horrível que larguei, ela até perguntou se eu não gostei.

Depois das dicas da Sara, segui para Como Lago, um lugar lindo típico de um bom filme italiano. Estou no segundo andar do trem sem saber o que fazer o Emy não tem disponibilidade para mais uma noite. Estou ouvindo Orishas.

Como Lake

Realmente o lugar é belíssimo! Mas não vale 1h40 dentro do trem quando se tem apenas um dia para passear por Milão. Por trecho paguei 3,60 euros. Dei ¼ de volta pelo lago e fiquei apreciando o comportamento da população italiana em pleno domingo de sol. Fiz muitas fotos.

De volta à Milão, preciso ligar para o Andreas, o telefone público engole minhas moedas e eis que novamente tenho que usar meu celular do Brasil. Começo a sentir falto de casa, da minha cama, do abraço de F.

Milão

Fui conhecer o Duomo, confesso que pensei ser bem maior, subi as escadas por 5 euros. O interior da igreja tinha um cheiro muito forte de defumação, nada de ombros ou joelhos de fora. Um sol de rachar moleira lá fora que me deixou a pele vermelha. Passei por um castelo, só do lado de fora. Mas foi lindo de morrer. Havia jogo de vôlei com direito a torcida e tudo, homens e mulheres lindíssimos. As pessoas me vêem com a câmera Nikon em punho em me pedem para fazer fotos com suas câmeras, é engraçado. Um cara me seguiu saindo desse castelo até a Decathon, precisei parar no corredor e dar um grito para ele se assustar e parar de me perseguir.

Voltei para o Emy e minha mala não estava lá, a Sara havia mandando de carro para outro Hostel, longe, muito longe dali. Nessa altura eu já havia conseguido contato com o Andreas e tive que fazer a via sacra para recuperar a minha bagagem. Peguei a linha azul e depois voltei para o Duomo para encontrar meu amigo de Cs.Tomei uma cerveja e assistimos o jogo do Brasil x Usa ali em frente ao Duomo, jantamos num restaurante charmosinho com um piano. Apesar da casa dele ser muito longe dali, foi tranqüilo e eu adorei a Cia. Dia seguinte acordamos 6h da manhã, ele me levou a pé até o metrô, um fofo.

Barcelona

Cheguei e fiquei perdida no aeroporto enorme, acho que umas duas horas depois consegui me ver livre Dalí. Comprei um passe que poderia ir e vir, mas não vale à pena se você não for usar a exaustão. Fui para o Hostel, da rede HI, bonitinho e limpo, ufa. Na primeira noite fiquei num quarto com 16 camas, quase enfartei. Ronco de novo. A outra levantou às 5h. A arrumadeira limpando o quarto às 7h. Fui direto para a praia logo no meu primeiro dia em Barcelona, estou cansada de museu. Barceloneta Beach é um lugar que todos aderiram ao topless. Experimentei e gostei, sensação estranho no começo. À noite fui andar pelas Ramblas e tentar ver a Fonte Mágica, porém estava desativada. Conheci vários brasileiros.

Terça-feira

Café da manhã bom. Fui direto para a Sagrada Família, que estava em reforma, não quis entrar, apesar do sol escaldante. Preferi ir para o Parque Guell, que lugar maravilhoso. Perdi-me por lá, andei muito. A andança me rendeu a compra de dois óculos lindos de sol por 8 euros.

Neste mesmo dia fui conhecer a Casa da Pedreira, com o áudio tour ficou mais fácil de entender as engenhocas de Gaudi.

Troquei de quarto no hostel e conheci quatro australianas malucas. Na primeira noite 3 australianos, na segunda noite eles foram embora e entraram 3 suecos.

Barcelona foi um lugar incrível, para fugir da rotina cultural de museus e ir para a praia, mas eu esperava tão mais de lá. À noite me assustou um pouco, muita gente do leste europeu trabalhando ilegal vendendo cerveja e maconha.

Londres

Finalmente cheguei. No próximo post falarei detalhadamente sobre a cidade tão esperada.

::: menina ::: 6:13 PM Comments:


Friday, November 06, 2009

 
Em Siena

Quando chego em Siena, olho para os lados, e recebo dois sorrisos maravilhosos com abraços receptivos. Foi lindo!



Ainda sinto o gosto do panino do pub Sao Paolo da praça. A noite Pub Bela Vista com direito a mojito e um dog chamado Último, acreditem. Tomei um tal de Aperosol Soda que as meninas adoram e eu odiei. Experimento também Sptritz que nãogosto. Dois italianos da Scilia colam em nós, dois malas. Eles não falam inglês e eu não falo italiano.

Tuesday, 23th, to San Gimigniano

San Gimigniano tem o melhor sorvete do mundo, um muro que envovle a cidade e cobras, é, quase pisei numa que caiu do meu lado, de um muro, susto, imaginem, quase enfartei
::: menina ::: 5:13 PM Comments:

 
Ainda em Paris

Incrível como ninguém fala inglês neste lugar, estou indo para o Louvree encontrar um viajante que conheci no site Mochileiros. Sigo apressada e atrasada e desejo que ele ainda esteja lá. Chego no museu, indescritível. Fabuloso ver alunos de várias escolas e idades. Agora tenho que concordar que é realmente impossível prestar atenção em tudo em um único dia. Paro maravilhada na frente de algumas obras e sigo apressada por outras. A fila para ver monalisa, quero dizer, muvuca, era gigante, há uma proteção de vidro e logo mais a frente uma proteção de corda. Sem dúvida o lugar mais cheio do museu, além da bilheteria.

Chove e faz frio o dia todo. Minha lente 18-70 quebra e penso que pode ter sido a chuva. Volto para a car do Sr. estranho. Durma uma hora, acordo, tomo um rápido banho e saio de casa rumo à Montmatre. A cidade do alto é ainda mais linda, cinza, mas linda. Fotos, fotos e muitas fotos. Somos confundidos por um casal de namorados. Pára tudo. Meu namorado mora lá no meu Brasil. Comento com o carioca A. a minha angústia no apartamento do Sr. Stranger e ele me intima a ir conhecer o hostel St. Christopher In. Chego e ali quero ficar, mas para a minha tristeza não há camas disponíveis. Sem dúvidas, o melhor em que já estive até os dias de hoje. Limpo, organizado, espaçoso e com um clima ótimo. O único ponto negativo é o preço.

Liguei para Nare e diante da situação na casa do Sr. Stranger acabei mergulhada em lágrimas, mais uma vez, uma escolha errada poderia ter acabado com a minha viagem.


Next Day - Wedneday, june 17th

O sol resolve dar as caras e minha viagem segue com cara de verão na Europa, muitos passeios pela charmosa Paris. Torre Eiffel, Catedral de Notre Dame, Arco do Triumpho, etc.

Consegui dormir no hostel maravilhoso e tive uma ótima noite de sono, uma pena que tenha que ir embora hoje, acordo, tomo café e já vou direto arrumar minha bagagem. Deixo-o num quartinho sem locker, apenas confiando na bondade dos outros e sigo rumo a torre.

Subi de ESCADAS na torre porque a fila do elevador estava gigante, só por isso. Vou até o segundo andar, saio de lá, direto para o hostel às pressas e com idéia fixa de poder dormir em Amsterdam mais uma noite, talvez a última. Na rodoviária consigo trocar a passagem mediante um pagamento de mais Eur 10. Como sai perdendo nesta viagem de bus.

São 16hs chego em Amsterdam por volta de 00h, sem entender direito ainda o transporte e seguindo indicações de Nare pego o trem sem pagar tarifa e espécie de bus até a casa dele. É noite fria e a estação me dá calafrios.

Benny agora divide o “quarto” com Nare e me recebem super bem, feliz, alegres da vida. Não preciso dizer que esta inesperada chegada teve um gosto especial. Gosto de chá com mel, salada de frutas com iogurte e cereal, banho quente, muita conversa fora e risadas aos montes. Vou dormir passando de 3 da matina, acordo as 6 com o telefone e F fala sem parar. Eu só quero é dormir. Meus colegas de quarto roncam demais.


Next Day, thursday,18th, 9am going to Roma

Saio com a nova blusa verde da Zara adquirida em Paris, com a mega mochila nas costas, faz um ventinho frio, que só na Europa eu senti. Saio a caminho de Roma. Estou no trem.

Chego em Roma, depois da correria do trem, do avião, fico na esteira errada e demoro quase uma hora para pegar minha mala, na diferença de horário me perco toda. Compro o Roma Pass e o passe para a estação Termine do Trem, que me custa Eur 12. Estação tumultuada, barulhenta. Deixo a bagagem. Almoço e depois das tentativas de pagar sem sucesso, saio sem pagar, acreditem! Sigo para a lanhouse dos indianos e já no final da tarde vou para a Estação Batistine onde meu novo amigo italiano D irá me buscar.

Ele olha de longe, camisa branca aberta com corrente (odeio homem de corrente), calça jeans e óculos escuros, bem italianão mesmo. Um timidez sem tamanho toma conta de mim. Ele também é meu amigo de Cs, não o conheço e tudo isso é novidade no meu mundo. Quando chego fico impressionada com sua casa, um apartamento charmoso, elegante, simples mas requintado. E o mais importante, LIMPO!!! A noite seguimos para uma pizzaria, um encontro com Cs´s acontece, faço amizade com M, uma americana de Colorado. Sexta marco com ela de ir conhecer o Vaticano. Pobre de mim.

Friday, 19th

Depois de 1h30 aguardando por ela em frente a estação de metrô mais próxima, mochila pesada, chinelo machucando o pé e SEM OS DOIS CARTÕES DE MEMÓRIA DA MINHA CÂMERA (PIOR DESASTRE DA MINHA VIAGEM). Quando ela chega vamos rumo à Capela Sistina, pedem para cobrir meus ombros, mas italianos falando inglês não dá pra entender. Em seguida vamos entrando no Vaticano, pago Eur 14. Mais a Capela de St. Pietro que tenho que usar o chalé nos ombros. Meus óculos quebram no banheiro. Ahhh. Saímos de lá até a Vila Borghesi. Mas não seguimos. Encontro Daniele no final da tarde na mesma estação.

Enoteca a noite. Piazza de Ropolo e passeios de moto pela cidade. Ahhh, no dia anterior eu esqueci de jogar a moeda na Fontana de Trevi, bom pretexto para voltar para Roma.

Saturday, 20th

Saio sozinha pelo Coliseu, uso meu Roma Pass. Confesso que nada demais. Almoço uma salada deliciosa com Daniele, ali no centro.Mais passeios pela área nobre de Roma. Fnac para comprar a Lomo Olga de C e P. A noite passeio pelo Rio Tevere, frio. Conheço D, um cara engraçado depois da segunda taça de vinho. Também fui no Phanteon e na Piazza Navona que a J tanto fala.



Domingo amanhece frio e preguiçoso, vou conhecer o Campo de Fiori. Shopping e no fina do dia, Estação Tiburtina. Bus to Siena.

::: menina ::: 5:08 PM Comments:


Wednesday, July 29, 2009

 
June, 15th. Monday. Paris com Louvree.

Difícil dormir nesse ônibus mega desconfortável que não reclina. Tomei Dramim para tentar dormir, mas nem assim. Dois mexicanos me ajudam a comprar o bilhete de metro e chegar à estação final. Paro num bar às 7h da manhã, com chuva e muito frio, a dona do bar só fala francês, língua que eu não compreendo, uma garota surge do nada e me salva. Faço hora para chegar às 9h e poder subir no apartamento do A, meu mais novo colega do CS (site de viajantes que hospeda viajantes), faço muita hora, mas a hora não passa. Duas fatias de pão de forma congeladas e uma manteiga dura com um leite e chocolate melado me custara mais de cinco euros. Quando dá 8h40 resolvo tocar no apto dele. Ele desce com uma cara de poucos amigos. Medo. Um apto desorganizado e muito pequeno, cozinha, sala, quarto, tudo no mesmo lugar. Ele fala dos sapatos, pergunta se quero tomar banho e dá um molho de chaves. Saio, assustada. Sigo para o metrô novamente e descubro que poderia ter usado o metro múltipo de 10 com preço mais barato, 10,60 euros.

::: menina ::: 6:17 PM Comments:

 
June 10th

No avião, indo para Amsterdan

O desespero começou a bater dois dias atrás ao fazer a mala. Fechei a mala, a mochila está pesando 11.80kg. O Sérgio me trouxe até o aeroporto de Guarulhos, cheguei as 16hs, são 19h15 e ele ainda não conseguiu chegar em casa de volta. Meu vôo está atrasado 45 minutos, a tripulação não chegou. Nunca vi isso, teve até aplausos quando eles chegaram. Pedi para voar na janela e não tenho janela, apenas uma parede branca ao meu lado, que frustração. Deveria ter trocado de 22 para o 20 no meu checkin.Essa minha teimosia ainda me mata. Tem dois senhores sentados ao meu lado, sinto frio, fome e medo. Essa viagem vai ser longa, a tripulação não fala português. No saguão conheci um australiano, negro e uma alemã pra lá de transparente. Boa conversa, ele elogiou o meu inglês. Vamos voar agora? Um dos senhores ao meu lado é holandês, mas só fui descobrir isso 11 horas depois, ao desembarcar, em sete anos, esta é a primeira vez que ele retorna ao seu país. Ele mora no Paraná e ama o Brasil. O outro senhor é de cuiabá, já foi cônsul e hoje ele tem uma namorada na Ucrânia. Viajou com 60 kilos só para preparar um mega jantar pra ela. Interessantes com as pessoas mudam suas rotinas por se envolverem com estrangeiros. Mas foi “acolhedor” a forma como “cuidara” de mim durante o vôo, ele parecia meu pai, cheio de cuidados e conselhos. Ao chegar me senti um pouco sem chão, estava frio e foi muito fácil passar pela imigração.

June, 11th. Em Amsterdam.

Pego um trem silencioso em direção à Amsterdam, mudo de trem e em menos de trinta minutos estou no meu destino. Vejo meus emails, tomo um longo banho e como um omelete com tomates cereja num almo-janta. Muito sono. Jet Leg. Vou dormir. A noite resolvo sair de bicicleta para conhecer a cidade. Engraçado e difícil ao mesmo tempo andar numa bicicleta cujo freio é no pé, não no guidão. Descanso um pouco numa rede brasileira, acreditem! Fui numa balada em um estúdio de música, não entendi até agora quem patrocinou aquela festa, pois tudo era de graça, conheci uma professora de ioga, um violinista e muitas outras pessoas bacanas. Não viajei preparada para o frio do verão europeu, e passei muito frio, peguei uma jaqueta emprestada de um colega. Mesmo me sentindo uma Jeca, me acostumei, era melhor ser feia do que passar frio e estar linda.


June, 12th. Sexta, Opera House em Amsterdam

Acordei cedo e fui assistir Carmem, ópera francesa, com legenda em holandês e eu nada entendia. Três horas e meia depois de algumas pescadas de sono, meu jet leg me despertara. Concentrei-me demais para não dormir. Parei para comer um lanche diferente, quanto pimentão em um único pão. Ok, não é pimentão menina, é páprica. Voltei para dormir. A noite uma balada cujo nome não lembro, mas o lustre era uma coisa de louco, parecia um barco argentino. Por que eu não estava munida de câmera fotográfica ???? Dancei um pouco, nada se compara ao “Lado B” mas foi bom. Agora ando melhor na bicicleta sem freio no guidão, voltei para casa após algumas beers. Um leite quente ou um chai? Não lembro, dormi.

June, 13th. Sábado, Yordann , Word Press

Este é um bairro extremamente charmoso e elegante, tirando o holandês estúpido que gritou conosco (eu e uns novos amigos) por sermos americanos. Fui ver a exposição da World Press, muito legal, chocante, mas nada demais. Dentro da Old Church, um pouco esquisito pagar para ver fotos, mas ok. Andei bastante pela cidade, ou melhor, pedalei. Claro que precisava parar num coffe shop. Foi engraçado receber um cardápio e poder sentir o aroma de cada tipo de marijuana antes de comprar. 1 grama custa 13 euros, pasmem. Tudo bem que segundo indicações, é o melhor lugar para se consumir em Amsterdam. A noite fui ao bar do Zola, com caipirinha fraca. Jantei no restaurante marroquino e descobri que Cuzcuz lá é em grão, odiei o repolho cozido. Depois um outro bar, onde os homens não fecham a porta para usar o mictório, que nojo. Dormi as quatro da matina. É incrível como, em todos os lugares você não precisa pagar para entrar, simplesmente entra, se diverte e pronto. Meus colegas de quarto roncam demais e eu não consigo dormir, peço para mudar de quarto e o máximo que consigo é um sofá cama.

June, 14th. Domingo, Museu Van Cogh

Inacreditável esse museu, lindo e é possível entender toda a ordem cronológica dos fatos e acontecimentos na vida deste artista. Saí de lá e fui ao Parque Voldenpark. Tive que compar um casaco na HM, o frio não tava rolando mais. Na correria tomei banho e fechei a mala. Sai às pressas para a Central Station. Estou no bus, são 22h40 e ainda é dia nesta cidade, incrível, rumo a Paris. Amanhã Paris me espera. Que venha a vida.

::: menina ::: 6:14 PM Comments:


Sunday, May 10, 2009

 
Os planos

Fico devendo Ilha Grande, confesso, ando muito empolgada com a minha trip para a Europa que não consigo escrever detalhadamente sobre Ilha Grande, mas posso garantir que é um lugar maravilhoso, cheio de ilhas, praias minúsculas e maiúsculas, que todo brasileiro tem que conhecer, ah, falando nisso tem muito gringo por lá!!!

Voltando para o assunto Europa, tracei um mapa, vejam por onde irei passar no meu esquema mochilão.



E falando em mochilão, fui em uma loja só de artigos para viagem hoje, fascinante, fica na Vila Mariana e pasmem, como eu consigo gostar só do que é caro, me apaixonei por uma mochila de R$ 750 reais... kakakak, é praticamente o custo de uma viagem isso, meu Deus!!! Não dá, então para não sair sem nada, comprei uma pochete, dessas tipo doleira que é uma graça e depois ainda consigo reaproveitá-la pra trabalhar com fotografia, guardando meus memory cards. E comprei também mais duas flags, uma do Brasil e outra do Canadá, mas acho que só vou botar a do Brasil na minha mochila de mão.

Tracei a rota acima do mapa e vou incluir Pisa e Genova no caminho, pois é bem próxima, se for preciso aborto Lyon da jornada, fazer o que :D

A minha passagem de Roma até Siena já está comprada, falta descobrir como chego até Firenze e depois até Pisa e Cairo Montenotte.

Bom... continuo esse papo depois...
::: menina ::: 12:09 AM Comments:


Saturday, April 25, 2009

 
Europa, aí vou eu!

Eu sei que estou devendo um post sobre Ilha Grande, vou falar desse paraíso sim, mas eu não posso esperar e contar pra vocês, PASSAGEM EMITIDA para a Europa!!! Ninguém me segura!!! Faltam 45 dias!!!! Bom, volto outro dia para contar sobre Ilha e para explicar a história da Europa, já tem um post pronto no outro computador, só preciso de tempo para melhorá-lo e postá-lo. Ui... frio na espinha.

See you soon!
::: menina ::: 3:17 PM Comments:


Thursday, February 19, 2009

 
Pipa, RN

Nunca havia passado pela minha cabeça ir conhecer a praia de Pipa que fica em Rio Grande do Norte, no Brasil, em apenas uma semana eu decidi ir de mala e cuia. Eli, minha colega de trabalho há havia ido passar férias, meses antes desta minha empreitada, que aconteceu no início de outubro do ano passado, ela tecia milhões de elgoios sobre o lugar e dizia que ainda este ano iria morar lá, abrir uma empresa e viver do turismo. Tudo aquilo era muito distante da minha realidade, até que um dia ela tomou coragem, pediu demissão e foi correr atrás do sonho dela, eu meio assustada, apoei sua decisão. Precisava sair da cidade da garoa, por quatro ou cinco dias, fazia parte ou dava continuidade na minha viagem que começou em Paraty no Rio de janeiro, em julho do mesmo ano. Era quinta-feira, quase 20hs e eu estava no escritório conversando com um senhor muito simpático por telefone, sobre uma pousada, ainda mais simpática e ele, paulistano como só, acho que aprendeu a viver com a arte do marketing num lugar que pode chamar de seu paraíso. Nesse mesmo dia eu "troquei" as milhas da Cia Aérea por passagens áereas. Acontece que a Cia Aérea tem X dias para emissão de bilhete, ou seja, não havia mais como emitir para a data que eu queria, que seria Y dias e não X como na regra. Que seja! Assim fiz, emiti o bilhete, fiz a reserva na pousada, reservei o transfer e tudo mais, foram dias e dias lendo dicas sobre Pipa.

Eis que no sexto dia eu me dirijo ao aeroporto de Guarulhos com a minha malinha (sim, ela é pequena), mais meu poder de persuassão que foi a única coisa que aprendi na faculdade de publicidade-propaganda-marketing que estudei e minha enorme vontade de chegar naquele lugar um dia antes da data emitida. Converso com Deus e os atendentes, todos eles, sem excessão, conto uma história "quase" verdadeira e eis que depois de tantos e inúmeros "não" eu consigo meu cartão de embarque e sigo saltitante para o portão XYZ.

Quando chego no aeroporto o senhor simpático estava lá à minha espera, fui a última a sair, precisava de um toilette antes de dar as caras, e o desembarque é na cara do Gol, acho que demorei tanto no WC escovando os dentes e retocando a maquiagem que ao sair o "sinhozinho" tava desesperado achando que eu não tinha ido. Sigo, páro, sigo. Ao chegar me deparo com um lugar rústico, rua estreita e de paralelepípedo, temos que desviar dos carros. Ainda no caminho ele dá carona para uma holandesa, que mora e trabalha no local. Alguns comércios me lembram a Grécia, fotos que vi da Grécia, porque nunca estive lá.

Foram cinco dias de encher os olhos de tamanha beleza, é difícil eleger a praia mais bonita, a Praia do Amor tem um formato de coração e é bem tranquila e próxima da pousada, a Praia do Madeiro é mais distante, foi preciso pegar um mini-bus, mas é ótima para surfistas, tem também a Ponta do Pirambu, espécie de resort, com toda a infra-estrutura que o turista quer e precisa, piscina, massagem, ofurô e na beira da praia, você paga X e fica o dia inteiro pondendo consumir esse valor. Teve outros lugares lindos, mas que não me lembro agora.

Foi divino, voltei morena, morena, morena. Me arrependi de ter cortado o cabelo um dia antes de ir, ele ficou revolto, curto e mal conseguia prendê-lo.

Voltei mais consciente do meu estado paulistana bronze escritório de ser, entendi que a vida não pode ser apenas férias, que nosso salário nos espera no final do mês e que é preciso ser persistente para se conseguir algo. Voltei com sede de viajar para a Europa, voltei com mais calma em ter que esperar.

Logo mais escreverei para contar sobre Ilha Grande, minha viagem de reveillón.

See you!






::: menina ::: 5:48 PM Comments:


Tuesday, September 16, 2008

 
Bahia

A idéia de voltar à Salvador não era das mais animadoras no quesito turismo. A cidade é suja, cheia de pedintes, gente feia e o clima não é bom, não há boas energias no ar. Confesso que não gosto daquela cidade. Pois bem, tinha meus motivos para voltar e fui. Na primeira oportunidade peguei um barco que durou duas horas mar a dentro em direção à praias mais afastadas, em uma região que carro não chega. Valeu a pena só de ver a chegada, que lugar maravilhoso. Gente bonita, areia fina, sol ardente, água límpida e transparente e boa companhia. Foram cinco dias na Bahia, que me fizeram refletir sobre a vida e como ela pode ser melhor e como devemos ter por obrigação não nos acomodarmos às situações cotidianas que nos aflige. Posso dizer apenas que cumpri a filosofia "Carpe Diem" que aproveitei cada minuto, cada instante, cada olhar, cada clique, cada açaí, cada caipirinha com limão. Visitar a terceira praia foi uma experiência única, andamos horas debaixo de sol e sentamos para tomar uma água de côco a beira mar, nós, só nos e mais ninguém...



A foto acima do pôr-do-sol é da vista de uma pousada que fica logo na entrada da cidade, R nos mandou ir ver na Toca do Morcego, qual não achamos e ficamos ali mesmo, entre cliques e olhares admirados. Nunca vou me esquecer do melhor pôr-do-sol que já vi na minha vida e do gosto gelado daquele estranho chá.

Saudades, apenas saudades do gosto da Bahia!
::: menina ::: 2:54 PM Comments:

 
Jericoacoara, I want to go back!

Estive por dez dias em 2005 numa antiga ilha de pescadores localizada a quase 300 kilometros de Fortaleza, o lugar chama-se Jericoacoara. Lindo, paradisíaco, estupefato! Foram dias que nunca vou esquecer, desde caminhar de havaianas pela areia em todos os cantos daquele lugar, até o pôr-do-sol na duna que se molda a cada mês do ano. Jericoacoara não tem luxo ao mesmo tempo que tem. Alexandre Hercovitch passou a virada do ano no mesmo lugar que eu, foi e voltou de helicoptero, eu tiver que ir de ônibus e jardineira, disperdiçando um dia inteiro pra chegar e mais um inteiro pra voltar para a civilização. Vila Kalando é uma das pousadas top do lugar, onde L. trabalhava na época.

Jeri 074a.jpg

Acima tem uma foto do lugar, onde vocês podem apreciar o clima rústico e ao mesmo tempo de paz total.
Me bateu uma vontade de voltar, desesperadamente de voltar!
::: menina ::: 2:48 PM Comments:

 
Paraty

Fui, gostei e quero voltar!
Lugar encantador, ruas de pedras, praias desertas, gente bonita, de todos os cantos do mundo.
Sabe quando a vida nos mostra que podemos ser mais? Então, Paraty me mostrou isso em apenas quatro dias.
E o que eu posso dizer? Saudades! Apenas Saudades!



Trindade, lugar tranquilo, praia quase deserta, açaí caro, companhia boa!
::: menina ::: 2:45 PM Comments:


Wednesday, May 28, 2008

 
Buenos Aires

Estive sete dias em Buenos Aires, um a trabalho e o restante a passeio, que cidade estranha, que cidade normal, o que salva é a paixão pelo tango, quanto ao resto, prefiro não comentar... Quem sabe um dia! Talvez!

Beijos.
::: menina ::: 10:02 AM Comments:


Wednesday, April 09, 2008

 
Tons de Cinza na Ilha

Tem dias que a vontade em estar "Fora de Casa" é muito grande e eis que me deparo com cenas tão estranhas do cotidiano externo que prefiro apagar da memória. Como podem ver na Ilha não tem somente o sol, tem também nuvens cinzas e carregadas. É melhor apagar esse final de semana da minha vida!


::: menina ::: 12:28 PM Comments:


Monday, March 31, 2008

 
A vida continua... às vezes igual!

Eu ... continuo no Brasil, em São Paulo, na minha casa com a família e no mesmo emprego. Tudo meio em tons de cinza, combinando com a cidade da garoa! Porém cheia de enstusiasmo, vontade! Esse final de semana vou à Ilhabela num casamento à beira mar, ainda neste mês vou à Buenos Aires, visitar e trabalhar... Agora Londres, não me pergunte quando, pois eu não sei!! Notícias, asap!

::: menina ::: 5:07 PM Comments:


Friday, July 27, 2007

 
Porque tem dias que eu sinto muitas saudades do Canadá, só isso!



Uma sensação única, muitas horas dentro de uma aeronave, tensão, medo com um misto de alegria, missão cumprida. Todos dormiam menos eu, minha chance de estreiar minha lente nova 70-300, um nascer do sol lindo, não tenho idéia de horas, não uso relógio, mas valeu a bronca da comissária por ser a minha, a única janelinha aberta na madrugada fria.




Um dia muito animado, tarde perfeita ao lado da querida Aya e querida Alline, também foi o Neil. Muitas saudades!




Lar doce lar! Que saudades da minha família linda, Mamy Connie, irmãozinhos Daniel e Gina e o papai!!!!!

::: menina ::: 3:17 PM Comments:


Friday, July 13, 2007

 

"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"


(Danilo Souza / Fernando Anitelli)

::: menina ::: 5:04 PM Comments:


Tuesday, July 03, 2007

 
Holambra

Já ouviu falar?

Esse final de semana eu tive grandes oportunidades, dentre elas, conhecer uma cidadezinha chamada Holambra, que fica a 160 km de são Paulo. Lá pude estar presente em uma cerimônia de casamento bastante diferente de tudo que eu já vi na vida. Não estava entre amigos, não conhecia ninguém, mas no final da festa, sob o efeito de algumas caipiroscas e sob o efeito também de um preparo de vodka, água com gás e algo mais que não sei o que era junto com vários giros na cadeira dos bartendes, já tinha feito alguns amigos. Cidade pequena, com tradições holandesas, com jeito europeu.





Diferente de tudo também.
::: menina ::: 2:27 PM Comments:


Wednesday, May 23, 2007

 
Um dia triste de chuva

Não tenho tido tempo de postar, há alguns meses a minha vida voltou ao normal aqui na cidade da garoa, e como garoa nesta cidade. Mas hoje eu resolvi escrever, porque quarta é sempre um dia estranho, sempre acordo uma hora mais cedo por ser dia de rodízio (esse tema daria um post único), mas hoje além de estar mais frio que o normal, chovendo, estava escuro e confesso... Lembrei da minha vida em Vancouver. Lembre da minha primeira manhã de neve, que quando eu acordei e fui para a janela, logo pensei: - "Uau, está nevando... e ninguém me avisou". Como se fosse atração para canadense! Não, não é! Só para brasileiros como eu que nunca, até o momento, tinham visto neve na vida! Aquele dia foi mágico, eu fiquei alguns minutos olhando pela janela, observando o vizinho removendo a neve de sua caminhonete e esperando longos minutos para o motor aquecer e poder sair para o trabalho, lembro de ter corrido para pegar a câmera, com medo de perder a foto, não que a neve fosse derreter ou o dia fosse clarear, mesmo sendo quase oito horas da manhã, não... medo de eu perder a cena do vizinho com o rodinho removendo toda aquela nevasca em cima do seu carro.

Então que hoje me senti assim (não, não houve neve pela manhã), mas estava escuro e demorou para clarear. Todos os jornais estão dizendo que a noite de sexta vai chegar aos 5º C, que delícia! Eu aprendi a gostar do frio depois desta viagem, mesmo com minhas crises riníticas, dá-se um jeito!

E também resolvi escrever porque minha amiga Alline chegou, depois de um longo e tenebroso inverno, literalmente no sentido da palavra, ela voltou para suas terras brasileiras, mesmo sabendo que irá encontrar um nem tão longo, porém bem diferente inverno aqui em São Paulo. Muitas saudades dela e de lá! Serão muitas horas de papo pro ar e conversas a fio!

Que delícia.
::: menina ::: 12:35 PM Comments:


Friday, March 16, 2007

 
Bodas de Prata

Ele virou e me disse esses dias:

- Sabia que já fizemos algumas bodas?
- Sério? Quais?
- Papel, algodão?
- Isso existe?
- Claro que existe

E fiquei ali imaginando, porque cargas d´água alguém inventaria algo tão inútil... pois bem! Comemorar 25, 30, 50 anos de casamento, ainda vai ter uma boa comemoração, mais para antes, não seria necessário usar o termo "bodas", mas enfim... Tudo isso é pra contar que amanhã tenho bodas de 25 anos do Tio Lú na Ilha, e irei com todo o prazer!!!

Ilha Bela, me aguarde!



::: menina ::: 3:01 PM Comments:


Thursday, March 08, 2007

 
Nostalgia

Hoje andando pela rua calorenta durante o almoço, eu senti saudade do inverno, dos dias frios e chuvosos dentro do "bus" pelas ruas de Vancouver no Canadá. Deu saudades de passear na Robson St e tomar Frapuccino de Morango na Starbucks junto com a Alline, de ficar imaginando qual e onde seria minha próxima compra, qual loja eu deveria entrar, o quanto eu deveria economizar. Deus saudade de ter um estilo próprio de viver, de não seguir os padrões da moda, de ser como eu sou sem ninguém estranhar. Deu saudade de falar inglês (???) quem diria!!!! Deu saudades de ser alguém! Deu saudades de olhar para fora e ver Porshes estacionados nas ruas sem ninguém querer roubar, deu saudade de ver todo mundo plugado de i-pod no ouvido. Deu saudade de ter esta vista e a minha foto mais bonita!


::: menina ::: 3:37 PM Comments:


Friday, February 23, 2007

 
Pé na areia

Realmente eu não estou exagerando, a Ilha é realmente Bela! E posso dizer que sou privilegiada por fazer parte de um círculo de pessoas tão maravilhosas e participar da vida delas, mesmo que por alguns dias!



Muito calor, mas muito mesmo. Minha "host mother canadense" iria adorar os 35º C na ilha nesse feriado prolongado, mas ia odiar, assim como todos, aquele monte de borrachudos insuportáveis, ta bom vai, estou exagerando. Afinal de contas, até na Cachoeira da Toca eu fui, claro que com um banho de óleo regado a Citronela antes!!!



Praia do Jabaquara é imperdível, mesmo que demore uma hora de carro pra chegar, praias lindas, afastadas, porém cheia de barcos margeando a pequena praia.




Outra coisa, fiquei muito feliz de saber que a Mocidade Alegre, escola de samba da cidade de São Paulo foi campeã em 2007, ainda mais por saber que o tema foi o Riso e que a trupe dos Parlapatões e do Teatro Mágico puderam dar um brilho especial ao sambódromo, feliz de verdade (estão vendo como realmente eu sou fã!)

E como todos dizem que o Brasil só começa depois do Carnaval, desejo a todos um Feliz 2007, recheado de cores, calor, praia e boas energias!

::: menina ::: 10:04 AM Comments:


Friday, February 16, 2007

 
Ilha

Tudo o que eu mais quero é que o dia passe rápido, afinal ele começou muito cedo hoje e já recheado de estresse! Não consigo entender como as pessoas conseguem viver tão alienadas, não se comprometer com seu próprio trabalho, arght! Logo cedo eu soltando fogo pelas ventas... E depois? Claro que depois eu me arrependo, mas odeio trabalho mal feito, isso me tira do sério e sou uma só pra pensar em tudo, a cobrança é muito em cima de mim, claro que eu tenho que cobrar outros também, pára tudo!!!

Bom, com essa poluição matutina eu precisava respirar outros ares e pensar que ainda hoje, mesmo sabendo que vou enfrentar horas e horas até chegar ao meu destino Ilha Bela e mais horas na fila da balsa, tenho que me apoiar nisso. Véspera de feriado eu quero mais é praia, areia, sol, mar, água de coco, namorado do lado, cafuné, brisa!!! Chega de frio, chega de neve, chega de chuva, chega de estresse! Prometo que o próximo post vai ser menos pilhante e voltarei com fotos!!!


Ilha Bela

Pra quem não sabe ainda, eu já voltei do Canadá, mas este blog continuará sendo meu diário de bordo, então apertem os cintos e boa viagem!

::: menina ::: 9:53 AM Comments:


Monday, February 12, 2007

 
De volta à selva de pedras

Eu sei que demorei mais do que deveria para escrever meu post de retorno ao Brasil, ficou até parecendo que o anterior a esse era uma despedida ao blog, mas não é minha gente!! Por isso esse vai ser um tanto extenso, paciência ao ler ou voltem com mais tempo, rs!

Bom, vamos lá! Confesso que uma das coisas mais difíceis de se adaptar, depois de um tempo morando fora e convivendo dia a dia sob -5º C, foi o calor de São Paulo. Quase todos os dias beirando os 30º C, se é que não passou. Quem me conhece deve estranhar, logo eu que odeio frio... Pois é, mas está muito quente, desde que cheguei usei blusa de manga comprida duas vezes.



Outra coisa que me assustou bastante foi o trânsito, eu havia esquecido que era tão difícil se locomover nesta cidade. Meu Deus!!!! Perdi a paciência logo de primeira, claro! Mas já estou me re-adaptando! Fazer o quê? Não tem outra opção não é!

Todo retorno tem seus prós e contras. Ver a família e amigos é sempre uma festa, matar as saudades do namorado, comer a comidinha caseira, não tem preço. Mas quando você começa a ver as barbáries desse país, que o noticiário mostra a cada minuto na TV ou nos jornais, é deprimente, é frustrante.

Sábado eu chorei, chorei pela morte de uma criança de seis anos, injustamente, cruelmente. Chorei por ela, pela família e pelo nosso país. Que tristeza, que ignorância, como podem tirar a vida de alguém por causa de um objeto? Chorei por sermos terceiro mundo, tão sub-desenvolvido, chorei por ter que sempre andar nas ruas sentindo medo, chorei por chegarmos a esse ponto, chorei por saber que todo dia morre um "João" e ninguém toma uma atitude, de mudar a lei, reformar a legislação. Somos muito mal educados, eu sei, ontem no Ibirapuera andando de bicicleta, a todo o momento eu precisava desviar de alguém e quase ir de encontro ao chão, porque as pessoas não sabem andar em outro lugar a não ser na ciclovia. E quando você fala algo elas te devolvem palavrões. E a cada cena dessa eu me desespero mais e sinto mais vontade de imigrar, de ir embora, abandonar tudo, sonhos, projetos locais e começar do zero. É difícil, eu vi de perto o que é ser estrangeiro, mas nada é impossível, eu sei que consigo.

Mas voltando a falar de coisas boas, o mundo realmente é um cu de pulga. Eu encontrei a Lli, do outro lado do oceano, sim... ou melhor, ela me encontrou, quanto tempo não nos falávamos... dois, três anos? Não sei... E quem eu encontro no último sábado na balada de São Paulo? Rita, sua melhor amiga... Pára tudo que eu quero descer! Rs... Como assim... Mesmo rapidinho Rita, amei te ver e fazer invejinha pra Lli lá em Van... E Lli mesmo rapidinho (duas semanas) reencontrá-la foi um presente de Deus, como você mesma disse, nos conhecer melhor foi uma troca de energia muito boa, sinto saudades e torço pra que tudo dê certo por aí!!! Sinto sua falta aqui e torço pra que você tome a decisão certa também. "Meninas são bruxas e fadas".

Agora, já voltei a trabalhar, já voltei pra faculdade, já voltei pro esquema estúdio (quem quiser book, dia 24 tem ensaio - Momento Propaganda, rs.), ou seja, voltei para a rotina de antes e estou muito feliz pelas minhas conquistas. Morar e estudar num outro país me fez muito bem, acima de tudo eu aprendi a viver, dentro de padrões, regras e limites impostos por outra cultura. Eu tinha consciência que um mês seria muito pouco e o mais triste é chegar no Brasil e não usar o que aprendi na escola em nada, mas posso dizer que, estou muito melhor que antes e isso já é um progresso.

Triste por não conseguir assistir o show do Teatro Mágico no Centro Cultural, no último sábado. A fila parecia até para o show do U2, rs... Eu tinha dimensão o quanto eles poderiam crescer e fazer um sucesso tremendo, mas não sabia que seria tão rápido. Lá tinha tanta gente de rosto pintado, tantas bonecas de trancas que deu até um arrepio na espinha, será que eles sabem o poder que eles tem?



Mas feliz por tudo, sem exceções! Obrigada a família Constantino que me acolheu com tanto carinho. Obrigada pelos amigos que fiz, mesmo sendo quase todos brasileiros (que maldade). Obrigada especialmente a Alline, pelas longas conversas, pela paciência, pelos passeios maravilhosos, por tudo! Obrigada à minha empresa pelo apoio, ao meu namorado pela "dedicação total a mim", pela paciência, pela espera infinda. À minha família, que de longe ficou torcendo. Obrigada a todos pelo apoio e pelas leituras quase diárias.

Posso dizer que é possível realizar sonhos, mesmo que eles demorem a acontecer!

Esse blog permanecerá no ar, para ajudar quem precisa, na medida do possível estarei disponível para conhecer e conversar com novos imigrantes, turistas, estudantes que desejam conhecer Vancouver. E a partir de hoje farei desse blog, o meu diário de bordo para todas as minhas viagens!!!

Até a próxima!

::: menina ::: 11:20 AM Comments:


Wednesday, January 31, 2007

 
...

Eu não estava com vontade de escrever, mas tenho apenas mais essa noite aqui nesta casa da Hazelton Street em Vancouver, do outro lado do oceano. Casa que eu aprendi a me adaptar, aprendi a ter regras e horários, aprendi a gostar de tudo e de todos. O tempo às vezes é meio esquisito, parece que foi ontem que cheguei aqui, mas ao mesmo tempo quando olho para trás, me sinto parte de tudo isso, me sinto cidadã canadense, onde sei (mais ou menos claro) como as coisas funcionam entende? Depois de um final de semana maravilhoso ao lado de pessoas lindas eu posso dizer que fechei as minhas férias com chave de ouro, com toda certeza eu só não aproveitei mais em viagens por querer investir meu dinheiro em alguns luxos eletrônicos, pois bem.

Todo mundo me pergunta como é viver em Vancouver! Se você me pergunta como é viver no inverno terei a resposta imediata, na ponta da língua. Viver aqui é andar de ônibus, skytrain e seabus com horas marcadas para passar e usar o bilhete que vale para o mês todo, é não ter catracas e cobradores, se você for estudante sempre andar com uma mochila, porque não sabe quando a chuva vem, nem quando a fome bate, por isso precisa ter seu box com o lunche time (almoço) e seu guarda chuva a mão, falando em mão é estar sempre de luvas, gorro e cachecol, eu disse sempre! E se puder carregar um hidratante, melhor ainda. Mas o melhor hidratante é água, beba muita água aqui ou em qualquer outro lugar.

Aqui por todo lugar que você amdar, vê gente de todas as tribos, mas com alguma coisa em comum, MP3 nas orelhas, incrível como todo mundo aqui ouve música, eu disse todo mundo mesmo. E também é possível usar internet free, através do wirelles em grande parte da cidade, os cafés costumam ter, como Starbucks, Tim Hortons, Blenz... esses três parecem Bradesco em São Paulo, tem um a cada esquina!

O que mais... viver aqui é se acostumar aos horários estranhos, como por exemplo, sol que nasce às 8hs e se põe às 16h45. Jantar às 18h00 e dormir às 21h30. É não ter horário de almoço com a galera no restaurante, é comer entre os intervalos da aula ou ter uma pausa de 15 mints no trabalho. Não posso dizer ainda o que decidir pra minha vida, continuar no Brasil ou imigrar, acho que preciso voltar pra digerir tudo e depois com calma pensar... vai ser difícil chegar no Brasil e me deparar com tudo igual sempre, as diferenças sociais, a violência, a falta de trabalho e educação. Aqui eu anda de madrugada sozinha na rua e confesso, medo eu tenho, mas não é o mesmo medo de São Paulo.

Viver aqui é meio estranho, meio sóbrio, mas também é bom... sinto nas pessoas a liberdade de expressão, na forma de se vestir, de se portar, de agir.

Não posso dizer que em um mês eu aprendi a falar inglês, posso dizer que aprendi a viver, que aprendi a escutar em inglês, que aprendi a respeitar meu tempo, posso dizer que aprendi a gostar do inglês e isso foi o mais interessante de tudo na minha viagem. Aqui conheci pessoas especiais, reencontrei uma pessoa mais que especial, qual despertou um sentimento muito forte de amizade, alguém que será inesquecível pra mim, não só pelo fato de vir aqui no meu quartinho e ficar até quase 23hs me ajudando a sentar na mala pra tentar fechar, por ser a pessoa que é, franca e cativante.

Hoje eu tenho dores pelo corpo inteiro, ematomas nas pernas, por me divertir dois dias no snow toubing (escorregar na neve), conhecer Wistler (um lugar turístico como Campos de Jordão pra nós, mas como Snow). Mas valeu muita a pena. Hoje eu tenho três malas muito pesadas pra carregar amanhã para o aeroporto. Hoje eu tenho esperanças de um futuro melhor, mas hoje eu penso que vou chegar no Brasil e vai estar frio, chovendo, penso que a cerveja vai ser quente, que o transporte vai ser seguro, que poderei andar a pé a noite sem medo... doce ilusão.

Hoie foi dia de despedidas da cidade, das lojas, da escola, dos amigos, da família, das compras, do meu quartinho que tanto gosto... Foi dia de energia boa, de sentir que realmente gosta da gente, foi dia de olhar pra trás, deixar a lágrima cair e dizer "Obrigada meu Deus, eu conquistei tudo isso! Eu cheguei até aqui! Eu posso mais!."



I loved Vancouver... I enjoyed!

::: menina ::: 5:08 AM Comments:


This page is powered by Blogger. Isn't yours?